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Liturgia 2.0, Qual Sua Sugestão?

Saudações meus amigos!

O objetivo desse post é iniciar um diálogo sobre um assunto importantíssimo: Liturgia. Esse debate surgiu num outro blog, e resolvi trazê-lo pra cá. O texto é apenas tópico. Dê sua sugestão: O que você acha que poderia ser feito para melhorar nossa liturgia?

A questão é que, de um modo geral, poderíamos melhorar bastante a liturgia de nossos cultos. Não estou dizendo que esteja ruim, mas com certeza pode melhorar. Se formos parar pra pensar, nossos cultos já têm um “cronograma” prévio que frequentemente se repete: Oração inicial, hinos da harpa, equipe de louvor, saudação, conjuntos e 15 minutos de “pregação”. Algumas igrejas variam a ordem, mas os elementos são sempre os mesmos. Sem contar que durante boa parte do tempo, ao longo das “apresentações”, alguns obreiros conversam no púlpito, outras pessoas transitam pelo templo, algumas crianças correm lá fora, e na nave o burburinho é constante.

Bom, isso me leva a questionar algumas coisas. Será que ir aos cultos não se tornou uma obrigação pra muita gente? Por outro lado, será que nossos cultos são realmente atraentes? O comportamento das pessoas insatisfeitas revela frieza espiritual ou é apenas uma reação a rotina litúrgica pela qual todos somos responsáveis?

Penso que estejamos vivendo uma época em que certos cânones de nossa ortodoxia ritualística devem ser repensados. O evangelho nunca foi contrário a adaptação da forma, mas sim do conteúdo. Creio que a revisão da liturgia não seja uma deturpação da ortodoxia, mas sim uma necessidade hodierna. O “sistema” de sentar de costas uns para os outros nos bancos e participar, como platéia, de algo que muitas vezes lembra uma apresentação musical intercalada por breves discursos está desgastado, para não dizer obsoleto. Pode ter dado certo no passado, e pode ser que no futuro seja novamente útil, mas atualmente precisa ser repensado. Acredito que comunidades que restrinjam suas liturgias a “meras apresentações” estejam correndo sérios riscos institucionais. Até mesmo a igreja Católico-Romana, tão fiel às suas tradições, percebeu que se não adotasse uma postura mais realista no tocante a liturgia (vide movimento carísmatico, Padre Marcelo, Fábio de Melo Etc.), acabaria por perder todos os seus membros para outras igrejas. Não penso nem que devamos revolucionar nossos cultos, muito menos avacalhar tudo, como fazem algumas comunidades cristãs hoje em dia buscando transformar seus cultos em verdadeiros shows, atraentes pela forma, e não pelo conteúdo.

Penso que aspectos triviais, tais como organização prévia, uma ordem do culto e um tema central sejam condições indispensáveis a realização de um culto com um mínimo de racionalidade. Já vi muita gente criticando, por exemplo, a adoção de uma “ordem do culto” (programação impressa), sob o argumento de que isso engessa a reunião, ou inibi a operação do Espírito Santo. Mas será que organização realmente atrapalha o agir do Espírito Santo? Será que a escolha de um tema que norteie todos os momentos da celebração irá impedir o “agir de Deus”? A resposta é, peremptoriamente, negativa. Não podemos justificar nossa desorganização com esse argumento. Um culto com conteúdo requer organização prévia, isso é fato.

O horário é outra coisa que poderia ser revista. Aliás, no site oficial da minha igreja http://www.adtag.com.br/ o resultado da enquete sobre o horário do culto é claro ao mostrar que 44% das pessoas que responderam gostariam que o culto se realizasse das 19:00 às 21:00h. 34% gostariam que fosse das 18:00 às 20:00. Apenas 18% gostariam que o horário fosse o atual. Tem alguma coisa errada. Ou será que a enquete é só para “preencher” espaço no site?

Minha mãe diz que já houve épocas em nossa igreja em que o dirigente iniciava o culto e começava a fazer tudo acontecer na hora, dizendo que assim o Espírito tinha mais liberdade. Graças a Deus superamos essa fase. Mas ainda temos muito a fazer. Alguns estudiosos do tema chegam mesmo a propor modelos “alternativos” de liturgia, cuja descrição deixo pra outra hora. Agora, uma coisa é fato: precisamos melhorar. Muitas vezes nossas reuniões não passam de mera virtualidade cristã. Até quando viveremos  numa comunidade fisicamente virtual?

E você, o que acha?

Abraços!

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