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Um Pouco de Politização

Olá meus irmãos, graça e paz de Deus sejam conosco!

Iria deixar para escrever sobre esse assunto mais pra frente, mas é melhor que o faça agora, antes que surjam casos concretos e a abstração do texto ceda lugar a triste realidade. Além do mais, penso que esse seja um dever cívico e cristão A mensagem tem caráter universal, não estou me referindo a nenhum contexto específico. Será divulgada em outros lugares também. Além do mais, falo apoiado por meu pastor, pois, na esteira da essência do texto, ele mesmo disse isso a mim e a um grupo de jovens que o procurou alguns meses atrás. Nada há de oculto aqui.

Não é novidade para ninguém que estejamos em ano eleitoral e de Copa do Mundo. Acreditem, não é sem propósito que as duas coisas são colocadas no mesmo ano… Essa é uma época cheia de promessas e esperança, mas que ao final não passará disso. Desde já vos alerto que em breve surgirão pessoas em nosso meio com aquele velho discurso de que a igreja deve buscar eleger seus candidatos e manter representação nessa ou naquela esfera de governo. Muitos deles subirão em nossos púlpitos e, como bem alertou Pedro, “com palavras fingidas farão de vós negócios” (II Pe 2.3). Apresentarão um discurso moralista e renovador, mas que será facilmente corrompido quando ingressarem no “sistema”, do qual não deveríamos fazer parte, ao menos como igreja. Dirão ser “homens e mulheres de Deus”, mas se realmente fossem jamais se envolveriam com tal sistema, ao menos da forma como fazem. Não se intimidem amigos, o voto é algo livre, assegurado constitucionalmente. Vocês têm o dever de votar em quem achar melhor, independentemente do que eu ou qualquer outra pessoa diga. Não interessa se a cor é vermelha, verde, azul, amarela, rosa, preta, lilás, colorida etc. Não importa se dizem que seu candidato é isso ou aquilo, que é um ET ou um gnomo etc. O importante é que seu voto nele seja resultado da sua escolha livre como cidadão. Votem em quem quiser, votem até em mim, que nem candidato sou, se quiserem, mas exerçam sua cidadania de maneira consciente. Não acreditem no discurso da “representação”, pois como diz um pastor nosso da Sede, por quem tenho grande respeito, “Se o cidadão for para o congresso ou qualquer esfera do governo quererendo defender interesses de igreja, fatalmente perderá o mandato, pois o Estado é laico”. Jesus deixou bem claro que as duas esferas não se misturam: “Dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus”, (Mc 12.17). Não vamos confundir as coisas. Uma coisa é sermos politizados, outra bem diferente é sermos “politicalizados”. Á bem da verdade, a igreja, enquanto instituição civil que também é, não deveria apoiar ninguém. Isso é tanto uma violação ética quanto jurídica. Nossos fins são religiosos, e não políticos (Vide estatuto). Não estou dizendo que não devemos votar em candidatos que se declarem evangélicos, protestantes etc, mas que, acima de tudo, votemos em candidatos competentes.  Não votemos em candidatos simplesmente por que se intitulam “representantes de Deus”, principalmente num meio que pouco ou nada deseja saber de Deus. “O mundo jaz no maligno” amigos.

Abraços!
Duarte Henrique

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