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A Cronologia do Casamento

Olá meus amigos, resolvi escrever um pouco sobre esse tema para compartilhar alguns pensamentos com vocês. Essa é minha opinião, que fique bem claro! Não quero desmotivar e nem motivar ninguém a nada que vá além de introspecção.

Casamento, eis aí um dos temas mais interessantes da existência humana. É um assunto, inclusive, que já foi debatido aqui outras vezes. Não tenho a menor pretensão de esgotá-lo, apenas fornecer mais elementos para reflexão. Mesmo porque abordarei apenas um de seus aspectos, o fator temporal ou cronológico se preferirem.

Uma das coisas que chamam a atenção quando falamos do matrimônio são as visões antagônicas que ele desperta, desde a visão de um Schopenhauer, para quem “casar-se é perder metade dos direitos e ganhar o dobro de obrigações”, até a visão de um Kierkegaard, para quem o casamento era algo tão espiritual, que acabava se tornando algo utópico. Existem outras frases sobre o assunto, mas fico com essas por mostrarem bem os extremos, isto é, uma visão pessimista ou realista e uma mais romântica.

Muitos dizem atualmente que o casamento está em crise, que é um modelo falido etc. Modelos alternativos estariam cada vez mais assumido a dianteira dos relacionamentos, segundo essa opinião.

Pois bem, sem ser muito profundo e prolixo, acho muito bom que o paradigma atual de casamento realmente entre em extinção. Ora, um cristão dizendo isso? Sim. O modelo atual de casamento está em crise porque na verdade sempre foi uma série de coisas, menos casamento de verdade. No meio secular as pessoas estão começando a se conscientizar disso, mas no meio cristão ainda tem muita gente se prendendo ao paradigma falido. Para muitos cristãos o casamento acaba sendo um fardo necessário, ou, no mínimo, uma obrigação moral. Sem contar que para alguns é apenas uma forma de legalizar o sexo, mas nesse assunto não vou nem adentrar…

O fato é que, ao mesmo tempo em que muitos veem o matrimônio como algo necessário, ao mesmo tempo o veem também como a grande salvação de suas vidas, ou então como o “gran finale”, o final feliz de uma história. O erro começa aqui, penso eu, pois todo tipo de cronologia deveria ser banida dos relacionamentos. O único marco que deveria existir é o “hoje”. O problema é que sempre estamos projetando a felicidade para o futuro. Namoro, noivado e casamento deveriam ser todos aglutinados num único momento da vida do casal: HOJE. Todavia, no paradigma atual as coisas, necessariamente, seguem um crescente ilusório e fatal, qual seja: namoro, fase de conhecimento; noivado, mais compromisso e preparação para o casamento; casamento, compromisso para sempre. Ora, é exatamente esse “sempre” um dos fatores que acaba matando muitos casamentos, principalmente entre os cristãos. Ancorados nas falsas certezas do “sempre”, nos esquecemos da importância do “hoje”, único fator que realmente assegura a felicidade de uma relação. A única promessa que um homem realmente sensato pode fazer a um mulher é prometer a ela o “hoje”, o que passar disso é ilusão. O “sempre” é o responsável por muitos casamentos de fachada, por muitos casamentos onde reina a indiferença, a rotina ou a mera tradição, afinal “tem que ser para sempre”. Um verdadeiro fardo.

O dia em que novamente entendermos que um papel registrado no cartório não tem validade nenhuma para o espírito, e que a única maneira de existir um “sempre” é multiplicando o “hoje” várias vezes, talvez resgatemos o verdadeiro casamento como foi projetado por Deus. O verdadeiro casamento jamais será fruto de um sentimento ou de uma necessidade, é sempre fruto de uma escolha voluntária que fazemos diariamente, e não num único momento ou cerimônia, de estarmos com alguém mais um dia ao nosso lado. Fico com Kierkegaard, o casamento é algo espiritual, qualquer tentativa de materializá-lo ou torná-lo empírico nos conduzirá as conclusões de Schopenhauer…

Mais teria para ser dito, mas fico por aqui.

Abração!
Duarte

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  1. Adeilton Rufino
    20/01/2011 às 08:35

    Olá jovens,
    Curti pakas o tema e a maneira de abordá-lo; caiu como uma luva em minha vida, pois acabo de sair de um relacionamento baseado no “sempre”(no meu caso foi um nunca), eu estava sempre esperando a mudança e fazendo “parte da minha parte”, mas infelizmente depois de 6 meses a pessoinha simlesmente me falou q não, se eu quisesse seria dakele modo, mas já tinha rolado muitas coisas e planos.
    EM RESUMO, PLANEJAMOS TANTO E EXECUTAMOS TÃO POUCO. FIM DO NAMORO, DOIS DIAS ANTES DO FIM DO ANO, E UM DIA DEPOIS DE COMPLETÁRMOS 6 MESES.

    valeu galera; assim como no caso das “fichas de dizimista” tbm recomendo

  2. Adeilton Rufino
    20/01/2011 às 08:37

    Olá jovens,
    Curti pakas o tema e a maneira de abordá-lo; caiu como uma luva em minha vida, pois acabo de sair de um relacionamento baseado no “sempre”(no meu caso foi um nunca), eu estava sempre esperando a mudança e fazendo “parte da minha parte”, mas infelizmente depois de 6 meses a pessoinha simlesmente me falou q não, se eu quisesse seria dakele modo, mas já tinha rolado muitas coisas e planos.
    EM RESUMO, PLANEJAMOS TANTO E EXECUTAMOS TÃO POUCO. FIM DO NAMORO, DOIS DIAS ANTES DO FIM DO ANO, E UM DIA DEPOIS DE COMPLETÁRMOS 6 MESES.

    valeu galera; assim como no caso das “fichas de dizimista” tbm recomendo que não nos apeguemos às palavras ditas na emoção e nem no que está simplesmente “no papel”.
    Fiquem com Deus e Glória a Deus por vcs mais uma vez serem usados por Deus para edificarem minha vida através do Blog.

  3. shikoba
    20/01/2011 às 23:50

    SHALON ADONAI! Amados, casados e decasados. É necessário se pensar em um casamento carnal, um casamento espiritual. esse festival de aventuras e de amores a primeira vista, são precursores, que poucos conseguem completar 50 anos ou mais juntos. qual o propósito do casamento?, mudou? essa sociedade moderna está virando sua face para longe de Deus e vai realmente colher os frutos. nunca foi tão fácil engravidar qualquer moça, depsrperada e outras abestalhadas de uma sociedade sem compustura moral. A televisão é um exemplo vigoroso de corrupção dos costumes e mais vejam o BBB da Globo como tem atraído até as velhas carpideiras, querem ficar com os homens. O que vai acontecer com essa depravação dos costumes?. Eu me casei com uma virgem, até a noite de núpcias, meus filhos e minhas fihas também, não posso assegurar que os bons exemplos de vivencia a dois possam contaminar a geração dos netos. Eu prego um casamento espiritual e depois vc deve se preparar para o carnal. HALLELUJAH.

  4. Larissa Gama
    10/02/2011 às 13:11

    Casamento! Palavra muito profunda por si mesma. E a vivência desta palavra, que é ao mesmo tempo uma Instituição Civil (quase todas as nações do mundo, se não todas) e Religiosa, é mais complexa do que seu próprio significado.
    Deveria ser prazeroso e satisfatório viver o casamento em nossos dias, em uma sociedade tão rica em informação, conhecimento e “noção” de igualdade e democracia (duas palavras muito faladas na modernidade por todos os setores sociais) e principalmente para nós, cristãos, que temos a Palavra de Deus como guia para o Casamento.
    É neste ponto que se encontra um paradoxo: Ideal do Casamento x Realidade do Matrimônio. São tantas as respostas, tantos os problemas que em minha humilde opinião ousarei dizer apenas um motivo pelo qual nós, Filhos de Deus, ainda não tivemos a prometida “vida em abundância”, muitas vezes, nesta área de nossas vidas: Ainda não aprendemos o Princípio Fundamental da vida cristã como um todo (principalmente em nossas relações interpessoais): O Princípio do Servo, que se encontra no Evangelho de João, capítulo 13. Ali Jesus Cristo mostra como devemos nos portar com o próximo e, neste caso, com nossos cônjugues. Nós, cristãos, muitas vezes seguimos a corrente secular de que devemos sempre “buscar nossos próprios interesses” e “nos destacar em todas as áreas”, não estamos acostumados a buscar em primeiro lugar “os interesses e o sucesso do outro”. A simples atitude de servir resolveria boa parte dos problemas de relacionamento entre casais. Deus, através de Sua Palavra mostra, que “quem ama serve, é paciente e bom, tudo suporta e espera” (1 CO 13). Mas nada disso pode ser possível se não nos sujeitarmos uns aos outros em serviço! É bom lembrarmos que em se tratando de casal ou família, não pode haver espaço para o “EU” e sim deve haver espaços para o “NÓS”, em serviço e sujeição.

    Paz do Senhor para todos!

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