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Igrejinhas da Moda… – Parte 2 (Análise Empírica)

Saudações amigos,

Visando especificar melhor o post anterior, e começando a dar nomes aos bois, o que é perigoso, mas às vezes necessário, coloco agora os vídeos de três curtas mensagens. Quem tiver um tempo disponível ouça, e cada um chegue às suas próprias conclusões. Os temas são parecidos, mas as abordagens são muito díspares. Não estou aqui questionando a subjetividade da fé de ninguém. O que se discute aqui são tendências, nada mais. É claro que se quisermos relativizar tudo, inclusive a teologia, será difícil chegarmos a uma conclusão válida, quiçá chegarmos sequer a alguma conclusão.

O primeiro vídeo é do Bispo Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra. O segundo é do Reverendo Antônio Carlos, da igreja Presbiteriana da Barra. O último é do Pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus Vitória em Cristo. Outros poderiam ser colocados, mas sequer vou aos extremos, como os pregadores da IURD, ou da Deus é Amor.

Abraços!

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  1. Larissa Gama
    15/03/2011 às 19:05

    Caro Duarte Henrique,

    Percebo em seus textos admirável sede de transformação e avivamento para a Igreja do Senhor Jesus Cristo. E esta sede está presente em todos aqueles que fazem auto-reflexão a respeito de si mesmos como membro do Corpo de Cristo, diferenciando-se da grande massa. E é esse o chamado que a Igreja de Jesus Cristo tem do próprio Mestre, que são duas coisas que o Cristo Ressuscitado mais diz em Apocalipse: “Arrepende-te” e “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas…”.
    Existem pessoas que criticam este tipo de auto-reflexão,que não aceitam que o Corpo de Cristo tente jogar fora do seu meio aquilo que está lhe impedindo de crescer espiritualmente, porém devemos lembrar que nós, todos os dias, como Igreja e como Filhos de Deus, devemos voltar ao Evangelho e ouvir a voz do Espírito de Deus que é a própria Palavra de Deus.

    Eu, se possível, gostaria de saber, em sua opinião, qual seria um modelo de Igreja ideal para a Igreja Moderna, no Brasil? Sei que esta pergunta é muito extensa mas seria bacana estudarmos esta questão para crescermos em Cristo.

    Aqui vai um alerta para nós, a Igreja, do Cristo Ressuscitado:
    “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.
    Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
    Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
    Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso.
    O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
    Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”

  2. Duarte Henrique
    16/03/2011 às 01:49

    Nobre Larissa Gama,

    Você não sabe o quanto me dá alento encontrar em meu caminho pessoas como a senhorita. Percebo que pessoas como nós têm muita coisa em comum, muito embora jamais tenham se conhecido. Fazemos parte de um grupo, digo com pesar e definitivamente não quero ser elitista, que infelizmente tem sido muito seleto ao longo da história: o grupo dos que querem realmente servir a Deus de coração e em espírito e verdade. Digo seleto porque para fazer parte desse grupo é necessário sempre refletirmos sobre tudo o que acontece ao nosso redor, mas principalmente sobre nós mesmos. Usar a razão, dom tão precioso que Deus nos deu e que nos diferencia dos demais animais. Pessoas como você me fazem ter a certeza de que não estou sozinho. Mais gente se interessa por ver a espiritualidade cristã sendo vivida em sua plenitude e vigor. Estaremos sempre unidos pelo Espírito, muito embora na maioria dos casos jamais nos conheçamos fisicamente.
    Quanto a sua pergunta, realmente é muito complexa senhorita, mas apenas para refletirmos um pouco, poderíamos pensar sobre algumas coisas.
    Não sei se você já ouviu falar de um movimento que vem sendo denominado de “Igreja Emergente”. Pois é, muito do que é pregado por esse movimento ajudaria bastante a configurarmos melhor o modelo de igreja às necessidades do “homem moderno”. Na verdade não condeno totalmente o modelo existente atualmente, afinal, ainda que aos trancos e barrancos, foi ele que nos trouxe até aqui. Contudo, esse modelo já começa a dar sérios sinais de saturamento, como tentei demonstrar rapidamente no texto anterior.
    Penso que o modelo, não diria ideal, mas necessário à igreja do século XXI certamente será um modelo muito mais “natural” que o modelo demasiadamente formal que predomina em nossos dias. O homem moderno é um homem, acima de tudo, solitário, perdido na “existência”. A igreja vai ter que reaprender certos princípios básicos que com o tempo foram se perdendo. Por exemplo 1) Vamos ter que aprender mais sobre a pessoalidade de nossos relacionamentos. Hoje nos chamamos de irmãos, mas é tudo muito formal. Em muitas igrejas, principalmente as muito grandes, muitas pessoas congregam durante anos e sequer se conhecem. Talvez igrejas menores, porém com maior intimidade e cumplicidade sejam o mais indicado para nosso século, ao invés da impessoalidade das “mega” igrejas. Igrejas que estejam além de reuniões em templos, mas que fomentem, assim como era fomentado na igreja primitiva, um convívio mais amplo entre os cristãos. Igrejas de bairro, ou mesmo caseiras talvez. 2)Vamos ter que reaprender o fato de que Cristo é o cabeça da igreja, e somente Ele. Portanto, não existem super-crentes ou pessoas que sejam “espiritualmente” superiores umas as outras. Na verdade, penso que na igreja cristã a ser pensada em nosso século a hierarquia é algo que deveria, senão desaparecer, pelo menos ser bastante mitigada. Veja bem, isso não significa que não devamos respeitar os mais experientes na fé. Mas daí a elevá-los ao status de categoria superior, como acontece em muitos ministérios de bispos, apóstolos, obreiros etc, definitivamente não. 3) Devemos repensar urgentemente o que vem a ser prestar um culto a Deus, pois em muitos lugares isso se resume a cantar várias músicas, ouvir algumas pessoas falando e pronto. Pouco se fala acerca do viver íntegro diante de Deus, quer dizer, toda minha vida (negócios, família, intimidade, profissão, vizinhança etc.)deve ser um grande culto a Deus. Esse deve ser o culto nessa igreja cristã repensada. Ademais, nossas reuniões tem que ser mais informais, mais verdadeiras. Não significa que não deve existir ordem, mas a forma não pode prevalecer sobre o conteúdo. 4) Ainda. Penso que deveríamos retornar ao antigo modelo de missões, isto é, levar o evangelho de Cristo sem se preocupar em ficar ampliando o ministério “A” ou “B”. Fazer da pregação do evangelho e sua expansão um fim em si mesmo, e não um meio para aumentar meu “campo” ou o número de ovelhas do rebanho. 5) Por fim, penso que deveríamos, de modo sincero, repensar certos conceitos teológicos do nosso cristianismo (salvação, graça, perdão, pecado, comunhão etc.) e reconstruirmos tudo por meio deles, meio perdidos atualmente em face de outros tantos como “prosperidade”, “conquista”, “fartura”, “benção” “campanhas” “poder”, “unção” etc.
    Mais poderia ser dito, mas realmente o assunto é muito longo. Procure saber mais sobre esse movimento de que lhe falei. E você, como acha que deveria ser o modelo atual de igreja para que melhor atendesse sua missão em nosso país?
    De seu irmão em Cristo,em sinceridade,
    Duarte Henrique

  3. Larissa Gama MC
    16/03/2011 às 22:16

    Creio que todas as pessoas que acessam este abençoado Blog são pessoas que buscam o que o próprio nome já diz: “Adoração sem limite” =]. E o que deve unir a Igreja de Cristo (todos aqueles que professam o Seu nome, que são verdadeiros Protestantes, militantes do Evangelho) é essencialmente isso: “Adoração ao Pai em espírito e em verdade.” Concordo com você, Duarte Henrique, sobre os quatro pontos que você abordou acima, a respeito da Igreja. Creio que o assunto é vasto, mas assim como Ester, que foi mulher mui ousada,mencionarei apenas um aspecto, com 3 subpartes, que Deus vem ministrado muito ao meu coração (e isso é comum a todos os que tem sede Dele):
    “Lembrem-se dos seus primeiros líderes espirituais, que anunciaram a mensagem de Deus a vocês. PENSEM COMO ELES VIVERAM E MORRERAM E IMITEM A FÉ QUE ELES TINHAM. Jesus Cristo é o mesmo ONTEM, HOJE E SEMPRE.”(Hb 13:7-Bíblia na Linguagem de Hoje)
    I. VOLTEMOS AO EVANGELHO. O que o Evangelho diz?
    “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Este é o Evangelho, mas, qual a condição para “nascer de novo, da água e do espírito, para que possamos ver o Reino de Deus (João 3:5)? A resposta vem do próprio Cristo: “Dai em diante Jesus começou a anunciar a sua mensagem. Ele dizia: – ARREPENDAM-SE DOS SEUS PECADOS PORQUE O REINO DE DEUS ESTÁ PERTO!’.” (Mt 4:17)Onde está, na “igreja moderna”, o Ministério do Espírito Santo, que é o de Convencer o Homem do Pecado e do Juízo (João 16:8)? O Apóstolo Pedro diz: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.”
    II. O Verdadeiro Culto ao Senhor
    O que aprendemos com a Igreja de Atos dos Apóstolos? A Igreja de Atos era uma igreja que tinham a Paz que Cristo dá, e eram edificadas pelo Espírito Santo, na VERDADE DO EVANGELHO, somente. E eles andavam no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo. Quantas pessoas hoje, que vão aos cultos, não tem a real noção do que estão fazendo lá? Elas vão ouvir pregações que, em suma e basicamente, edificam o Ego Humano: “Faça isto, e Deus faz aquilo que deseja o seu coração”, “Busque a face de Deus, e você será abençoado”, etc. Mas, reflitamos Igreja: Nós fomos constituídos como Corpo de Cristo para quê? A Cabeça serve o Corpo ou o Corpo serve a Cabeça? Refiro- me à questão da Autoridade (que é tema do item III). Quem é O Senhor da Igreja? Quem é o Deus da Igreja? E este Deus merece e quer ser adorado, exaltado! E nós, Igreja, devemos fazer isso INDEPENDENTEMENTE de Ele nos abençoar ou não, pois ele é Deus e nós, os seus servos! Nós é que precisamos Dele, pois ele é SOBERANO! Deus entregou o seu melhor a nós: o Seu Filho amado; o que entregamos para Ele? Se queremos entregar algo a Deus, que seja Adoração em espírito e em Verdade, caminhando NA verdade.

  4. Larissa Gama MC
    16/03/2011 às 22:21

    III. Os “Títulos”
    Existe um conceito que nós, cristãos protestantes, devemos resgatar à maneira de Cristo (e não ao modo humano), que é aquilo que Jesus chama de Liderança. A Igreja Primitiva tinha líderes com vários Títulos: Apóstolos, Profetas, Mestres, Evangelistas, Diáconos, Presbítero, etc. E cada um era respeitado no âmbito de sua autoridade, a qual é delegada pelo Espírito Santo. Devemos honrar as autoridades? Sim. Contudo, devemos lembrar o quê, na concepção de Cristo, quer dizer Autoridade: ela nada mais é do que SERVIÇO, pois tanto a Cabeça quanto o Corpo servem-se harmoniosamente um ao outro! Esquecemos que a lógica de Cristo diz que só é maior aquele que serve, aquele é útil a toda boa obra! A mensagem de João 13 é basicamente isto, seu título no Reino de Deus é apenas um termo que delimita sua atuação no Corpo, porém o que o seu título de Pastor tem em igualdade com o título de Servente da Igreja é que ambos servem-se mutuamente, e servem a Deus e este não faz distinção entre pessoas. A diferença é simplesmente a competência: o Pastor administra, o Servente da Igreja, serve e aconchega os fiéis (p/aprofundar-se no assunto, ler 1 Cor 12 e Rm 12:6-11)O “Título” que o Profeta Isaías chamou o Messias foi de “O Servo Escolhido do Senhor”, e o próprio Cristo serviu os discípulos e lavou-lhes os pés, para mostrar que Deus não faz acepção de pessoas e que todo serviço dentro da Igreja é Nobre a Deus e que aquele que deixa de servir, em humildade e prestatividade, deixa de ser útil na Obra de Deus. E Cristo em nenhum momento se envergonhou de ser chamado de Servo, como muitas pessoas se envergonham pois humanamente falando, ser servo é sinônimo de “rebaixamento”. Porém não somos Igreja para pensarmos como seres humanos,mas como Filhos de Deus, e ser Filho de Deus é SERVIR ao Pai e ao Próximo, em amor.

    Quem lê este comentário poderá pensar: “Muito bonito a teoria, mas na prática isso tudo é muito difícil de acontecer”. Eu mesma já pensei assim várias vezes. Mas, sabe o que o Espírito de Deus diz às Igrejas? “Quem tem ouvido para ouvir, ouça…” e “construam suas casas sobre a Rocha, para se porventura as ondas e as tempestades vierem contra ela, esta não seja abalada”. Tudo o que se está falando aqui será visto, ainda que um pouco, nas vidas daqueles que realmente tem sede de Deus e entregam suas vidas como sacrifício vivo para Ele, porque para Deus NADA É IMPOSSÍVEL! Ele fez no passado, ele faz HOJE, porque, como foi mencionado no início “Jesus Cristo é o mesmo ontem, HOJE E SEMPRE.”

    Paz do Senhor a você, Duarte Henrique, e a todos do Blog!

  5. Larissa Gama MC
    16/03/2011 às 22:42

    NOTA: O termo “Competência” que eu utilizei no texto acima refere-se àquilo que, no Direito, denomina-se (de forma simplificada) “Âmbito dentro do qual o juiz pode exercer a jurisdição”. Trazendo este termo para nosso tema, entender-se-ia como “competência no Corpo de Cristo” a “delimitação do âmbito dentro do qual o Servo de Deus pode exercer seu ministério” para a Edificação da Igreja, de forma conjunta e igualitária(diferente na função mas igual em sua importância e essência).

    “Pois o Corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas. Se o pé disser: ‘Já que não sou mão, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do corpo (…) Se o corpo todo fosse olho, como poderíamos ouvir? (…) Se o corpo todo fosse uma parte só, não existiria corpo. De fato, existem muitas partes, mas um só corpo. Portanto, o olho não pode dizer para a mão: ‘Eu não preciso de você’. E a cabeça não pode dizer para os pés: ‘Não preciso de vocês’. Desse modo não existe divisão no corpo, mas todas as suas partes têm o mesmo interesse umas pelas outras. Se uma parte do corpo sogre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se ALEGRAM com ela.” (1 COR 12:14-31)

  6. Fernando martins Dos Santos
    08/08/2011 às 23:21

    A maioria… sem ipocresia, querem ser servidos, nao querem mais servi ” Dos pastores aos obreiros ” infelizmente.

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